terça-feira, 11 de maio de 2010

um dedo de prosa [4]


.
ele: vamos nos casar?!
ela: mas já somos casados?!
ele: desde quando?!
ela: desde que eu tinha dezoito anos.
ele: e quantos anos você tem hoje?!
ela: quarenta e três.
ele: nossa, parece que te conheci ontem.
(beijos)

segunda-feira, 10 de maio de 2010

speechless


.
hoje acordei carente de você.
te querendo mais do que sempre quis.
desejando ter seus braços para me livrar do frio,
e o seu sorriso para iluminar o meu caminho.

hoje acordei carente de você.
sentindo falta da sua companhia para o café.
desejando ouvir a sua voz ao pé do ouvido.
querendo sentir suas mãos envolvendo minha cintura.

hoje acordei carente de você.
lembrando do dia que te conheci,
com vontade de ouvir e repetir a nossa música.
sonhando acordada com seus beijos.

# oh, boy, you've left me speechless.

um dedo de prosa [3]


.
ela: eu te amo.
ele: eu também.
ela: você também se ama?!
ele: hã?!
ela: você entendeu minha pergunta.
ele: eu quis dizer que amo VOCÊ.
ela: você deveria ser menos preguiçoso.

página 10

.
todo começo é igual. todo começo é bom/divertido/eterno, com a gente não foi diferente.
hoje em dia você é nada além de um estranho pra mim e tenho certeza de que você não me reconhece mais.
a distância foi roubando de nós as lembranças. foi apagando a nossa memória.
me desculpa, mas eu menti quando disse que ninguém iria ocupar o seu lugar. a vida é assim, né?! afinal, eu também perdi o meu lugar dentro de você.
talvez tenha sido uma troca justa.
sim, eu sinto saudade, mas não de nós, só de você.
não, isso não acontece todos os dias, só nos dias chuvosos.
quando eu olho para trás, eu te vejo. quando eu olho para frente, eu te vejo. quando olho para o lado, vejo outro.
talvez seja só questão de costume, né?!
vou confessar que com você foi mais fácil/prático. o novo traz sempre aquela ponta de incerteza, o problema é que com o passar do tempo, o novo fica velho e perde a graça, que nem aconteceu com a gente.
qual a minha intenção com esse texto?! - tenha certeza de que a pior.
eu sei, você não me reconhece mais.
tente chegar mais perto, tente se aproximar novamente, tente voltar.
o melhor mesmo é você fingir que não leu nada.

# vou procurar na rua, aquilo que me falta em casa.

domingo, 9 de maio de 2010

página 11.

.
falta sentimento.
falta verdade.
falta agradecimento.
falta confiança.
falta reconhecimento.
falta cumplicidade.
falta algo.
falta alguém.

# só um minuto.

sábado, 8 de maio de 2010

página 7.

.
acho que só resolvi escrever porque não estou afim de arrumar a minha cama ._.
talvez o nome seja preguiça, mas eu digo que é só cansaço.
porque, eu não sei você, mas acordar as 6 horas da manhã em pleno sábado - dia do descanso e dia do banho - não é muito divertido.
só pra constar: isso não é uma reclamação, é só um comentário.
pois então.
há tempos eu não conto da minha vida, há tempos eu só falo dela através de textos (bestinhas) fantasiados.
hoje senti falta e resolvi contar. eu sei, você não é obrigado a lê e nem comentar, afinal a vida é minha '-'
segundo a minha mãe, eu tenho até o meu aniversário pra me mudar - mas eu sei que ela tá só de brincadeira (será?! será?!) -, porque diz ela que não me aguenta mais ¬¬'
fui no cinema, andei pelo shopping, comprei presente pra ela, ajudei meu amigo a escolher o presente que ele iria dar pra mãe/avó dele.
confesso que cheguei em casa com um único pensamento: cama/dormir/cama/dormir/cama/dormir ><'
mas, eu me lembrei de um convite especial que o Alexandre tinha me feito. daí, liguei pra ele e disse que eu aceitava.
tomei banho e resolvi me vestir que nem mocinha '-'
sem pressa de chegar, fui contando os passos. acho que estava com vergonha, só acho ._.
até agora estou feliz por ter ido, mas não é aquela alegria que vai morrer quando eu deitar a cabeça no travesseiro. estou de consciência limpa ou melhor, renovada.
não existe lugar melhor pra se estar do que a casa do Pai.
eu sempre fico sem palavras quando quero me declarar ou demonstrar algum sentimento por alguém, mas com Ele. ah.! com Ele as coisas são diferente, totalmente diferentes e melhores. sei que não preciso de palavras/gestos/demonstrações, pois Ele tudo conhece, tudo vê e tudo escuta. só que mesmo assim eu tento, porque palavras/gestos/demonstrações são coisas que todo mundo gosta, principalmente Ele.
bom mesmo é lembrar que Ele sempre tem mais, sempre mais.
eu só preciso agradecer, só isso e nada mais.
agora, vou arrumar minha cama, pois daqui a pouco é hora de colocar a mão na obra.
talvez fosse isso, talvez eu estava precisando contar/compartilhar isso com alguém, mesmo que ninguém venha lê.


# meu alvo é Cristo.!

sexta-feira, 7 de maio de 2010

sr. paçoca ♥

.
- maria.elis diz :
eu amo você e amo mais ainda essa paciência toda que você tem comigo, porque eu confesso que até eu estou com vontade de me mandar pra pqp ;x (L)
Blackbird diz :
hum
Blackbird diz :
desde que você me deixe o endereço e o mapa com todas as orientações de como eu chego lá :)
- maria.elis diz :
quer ir pra lá também?!
Blackbird diz :
se for pra ficar junto com você.

eu e você/você e eu.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

a caixa verde.

.
ela precisava encontrar o tal papel, como nunca foi muito organizada, era preciso revirar o quarto todo, começando pelas caixas coloridas que ficavam na parte de cima do guarda-roupa. subiu em um banco e na pressa colocou uma caixa por cima da outra. sim, ela perdeu o equilíbrio e deixou as caixas virem ao chão.

no meio das caixas, tinha uma que ela evitava ao máximo de chegar perto, a caixa verde - onde ela guardava as cartas/flores/bilhetes/fotos/ingressos/chaveiros/rascunhos do André.
quando percebeu que a caixa verde estava aberta, sentiu o sangue congelar e o coração pulsar nas pontas dos dedos. ficou em pé e olhando. sem se mexer, sem pensar e (quase) sem respirar. parecia que estava olhando pra um fantasma, tudo bem, aquela caixa não deixava de ser um - pelo menos pra ela.
a última vez que ela tinha olhado as lembranças daquela caixa, foi quando começou a namorar com Arthur. prometeu pra si própria que não iria se machucar e nem machucar alguém com aquelas coisas, sabia que era necessário abrir mão delas, mas descartou qualquer possibilidade de jogá-las fora.
a caixa era verde, porque verde era a cor favorita de André.
não tinha jeito, era preciso arrumar as coisas, afinal, ela não poderia deixar tudo espalhado pelo chão.

era impossível olhar uma foto e não sentir algo, nem que fosse só um frio na espinha. era impossível pegar uma carta e não lê. era impossível não olhar para um ingresso e pensar que tinha sido o melhor filme/show/teatro/apresentação. era impossível apagar o passado.

mal sabia ela que aquilo era apenas um aviso do que estava por vir (...)


parte um.

.
o calendário marcava 03 de setembro de 1985, ou seja, faltava exatamente um mês para o casamento de Valentina e Arthur.
ela já tinha escolhido o tipo de vestido que queria entrar na igreja, mas ainda faltava consertar alguns detalhes. o terno dele já estava reservado.

ela era dois anos mais velha do que ele.

eles se conheceram quando ela estava pra terminar o curso de psicologia e ele começando o curso de educação física.
o encontro aconteceu no dia que ela ajudou ele a se livrar do trote, ele estava fugindo - não queria ter que dançar e pedir dinheiro no sinal - e sem querer esbarrou nela. pediu desculpas e disse que precisava de ajuda, resumiu as coisas pra ela e antes mesmo de terminar, ela já tinha prendido ele no banheiro feminino. eles perderam a noção da hora e ficaram por lá, conversando/rindo. há tempos ela não se sentia assim e ele nunca tinha vivido aquilo - pelo menos era o que ele achava.
depois de quase dois anos, eles começaram a namorar, no dia 03 de outubro de 1983. dois anos se passaram, e pouca/muita coisa mudou.
já estavam formados e empregados, sendo assim, resolveram se casar. no dia 03 de janeiro de 1985, ela fez o pedido. não foi novidade pra ninguém, já que foi ela também quem o pediu em namoro.

era dia de experimentar o vestido, finalmente, ele estava pronto, quer dizer, quase pronto, mas já era de grande emoção entrar dele, mesmo que faltando alguns pedaços. foi junto com a sua melhor amiga e sua mãe.
quando entrou dentro do vestido e se olhou no espelho, não pode evitar as lágrimas e o sorriso largo. de fato era um dia muito especial.
depois de olhar alguns ajustes, ela percebeu que tinha esquecido um documento em casa, quer dizer, um papel pequeno, com as medidas do véu. com isso marcou de voltar no dia seguinte.
voltou pra casa e foi direto pro quarto, precisava encontrar aquele papel.

mal sabia ela que o primeiro sinal estava por vir (...)


terça-feira, 4 de maio de 2010

sem assunto.

.

dois copos.
dois cubos de gelo.

uma mesa.
um centro.

três cadeiras.
três tentativas.

um coração.
dois amores.
três paixões.

três nuvens.
dois barcos.
um sol.


# escrito (linhas)entre(linhas).

que seja eterno.


.
equilíbrio é realmente algo essencial, pelo menos pra mim.
alegria é muito bom, mas se não tiver uma tristeza ela vai perder o valor.
tristeza é algo ruim, mas fica pior se só ela existir.
alegria e tristeza formam um casal de equilíbrio.
me casei com esse casal e confesso que estou tendo um ótimo casamento :)'


# uma árvore sem raíz, não fica em pé.

domingo, 2 de maio de 2010

eu preciso (só) dizer:


.
obrigada. obrigada. obrigada. obrigada. obrigada. obrigada. obrigada. obrigada. obrigada. obrigada. obrigada. obrigada. obrigada. obrigada. obrigada. obrigada. obrigada. obrigada. obrigada. obrigada. obrigada. obrigada. obrigada. obrigada. obrigada. obrigada. obrigada. obrigada. obrigada. obrigada. obrigada. obrigada. obrigada. obrigada. obrigada. obrigada. obrigada. obrigada. obrigada. obrigada. obrigada. obrigada. obrigada. obrigada. obrigada. obrigada.obrigada. obrigada. obrigada. obrigada. obrigada. obrigada. obrigada. obrigada. obrigada. obrigada. obrigada. obrigada. obrigada. obrigada. obrigada. obrigada. obrigada. obrigada. obrigada. obrigada. obrigada. obrigada. obrigada. obrigada. obrigada. obrigada. obrigada. obrigada. obrigada. obrigada. obrigada. obrigada. obrigada. obrigada. obrigada. obrigada. obrigada. obrigada. obrigada. obrigada. obrigada. obrigada. obrigada. obrigada. obrigada. obrigada. obrigada. obrigada. obrigada. obrigada. obrigada. obrigada. obrigada. obrigada. obrigada. obrigada. obrigada. obrigada. obrigada. obrigada. obrigada. obrigada. obrigada. obrigada. obrigada. obrigada. obrigada. obrigada. obrigada. obrigada.