sexta-feira, 27 de agosto de 2010

lifelines.

- 1973.



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pegou o livro e foi se sentar no lugar de sempre, aliás, todos os lugares lá eram marcados, todos tinham um/a dono/a.
diferente dela, ele odiava café, mas sempre pedia uma xícara. gostava de sentir o aroma, pois o fazia lembrar de casa. enquanto o café e o chá de morango não chegavam, ele abriu o livro e um pedaço de papel caiu.

"Espero que goste do presente. Espero também ter meu livro de volta, se você estiver disposto a devolver, pode aparecer na casa de muro laranja, que fica em frente a praça da rua de baixo. (J.Q.)"

ele nem esperou o pedido chegar, foi correndo para o pequeno apartamento onde dormia. foi buscar o livro, queria a encontrar logo, só que isso não aconteceu. ao chegar em casa e procurar o livro, ele resolveu esperar um pouco mais. então se jogou nas almofadas da varanda e foi ler o tal livro, afinal era um presente dela.
o relógio marcava 10:45 da manhã, quando ele leu a primeira frase. em cada página ele sentia o cheiro dela, tentava imaginar o motivo que a levou a escolher aquele livro e como ela sabia que o livro dela estava com ele. antes de terminar o último capítulo, ele marcou a página e fechou o livro. percebeu que aquele livro era diferente, não tinha nome de editora ou número de edição. notou também que logo abaixo do título, haviam duas letras: J.Q.

# você é minha história.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

um dedo de prosa [21]


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ele: todo mundo sabe.
ela: sabem o que?!
ele: que eu quero você.
ela: eu não sou todo mundo.
(...)

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

página 18.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

cotidiano.


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de fato eu não sou uma pessoa esperta, sempre procuro afeto e atenção no lugar errado, ou melhor nas pessoas erradas. erradas, mas que deveriam ser as certas, você entende?!
tem gente que não sabe dar carinho, ou vai vê tem gente que não sabe o que é carinho.
acontece.
só que isso não é o mais importante, isso não deve ser valorizado, não mesmo.
por mais clichê que isso tudo pareça, sempre vai ter um alguém, (des)conhecido/a. digo isso por experiência própria.
hoje eu senti, percebi e constatei que isso é verdade.
basta querer, basta se permitir, basta se abrir e basta.

# tem gente que parece que foi inventada por mim.

página 67.


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Escreverei um livro, sim eu escreverei. Começarei com uma história qualquer, talvez um romance ou quem sabe uma tragédia qualquer - mas romance não é tragédia e tragédia não é romance?! fiquei na dúvida.

Escreverei um livro, contarei um pouco da minha vida e sobre a vida das pessoas que passaram pela minha. Acho que vou misturar a minha vida com a vida dos meus personagens, afinal todos somos personagens.

Escreverei um livro, falando sobre algumas receitas e teorias de vida. Sei que ninguém segue receita, mas é sempre bom ter algumas sugestões, nem que seja pra dizer: - quem tem coragem de fazer isso ou aquilo?!

Escreverei um livro, para guardar minhas memórias e meus casos amorosos. Alguns que duraram por algumas horas e outros que conservo até a data de hoje. Uns intensos e outros rasos, mas todos importantes.

Escreverei um livro, para olhar pra trás e ver o quanto eu cresci e mudei. Para lembrar do passado, não esquecer o presente e bisbilhotar o futuro. Guardarei datas e horas, de feriados e de encontros.

Escreverei um livro, sim eu irei escrever um livro. Colocarei nele dedicatórias e declarações inéditas, falarei sem vergonha ou medo. Usarei meu próprio nome e mostrarei minha outra face.

Escreverei um livro, com páginas em branco e intervalos. Será um volume único, será um único volume.

# quando se tem prazer, o sacrifício é esquecido.

domingo, 22 de agosto de 2010

um dedo de prosa [20]


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ela: eu preciso.
ele: do que?!
ela: de quebrar algo.!
ele: quer meu coração?!
ela: de novo?!
(silêncio)

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

pois é.


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Tudo sempre começa com uma brincadeira ou então com uma simples conversa. A amizade surge e a intimidade chega. Apelidos aparecem e o carinho é recebido de forma mais natural. A senhorita rotina passa bem longe, pois cada dia é como o primeiro. As semelhanças aparecem e um sentimento a mais é inserido no relacionamento. Tudo bem aos poucos, para que se possa aproveitar cada instante e novidade. Cada palavra é degustada com vontade. As diferenças são quase inexistentes, chega a se pensar que a lenda sobre metade-da-maçã-laranja é real. Tudo cheira a novo, tudo ainda é novo.

# romances baratos me interessam, agora eu preciso descobrir uma boa liquidação.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

página 63.


# às vezes, o afeto escorre pelos dedos.!

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

página 56.


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sabe quando você tem assunto e percebe que ele desapareceu justamente na hora que você precisava conversar?! e o melhor, o assunto sempre volta quando a pessoa foi embora ou então quando você coloca a cabeça no travesseiro ;~
gosto muito de falar, mais do que de escrever. o problema é que me perco, ou melhor, perco o foco. começo uma conversa sobre sol e quando vejo estou contando sobre as brincadeiras do meu peixe - ah, qualquer dia eu trago mais informações sobre ele, só pra constar, o nome dele é Carlos Eduardo e quem rir vai perder um dente ;p - ou então estou falando sobre a cor do carro que passou em frente minha casa.
às vezes - bem raramente -, eu consigo prosseguir com um assunto, quer dizer, eu consigo terminar um assunto. depois de falar sobre várias outras coisas nada a ver.
será que isso só acontece comigo?!
pois é, por incrível que pareça, eu comecei esse texto com a intenção de falar das sensações que algumas músicas me trazem e olha sobre o que eu estou falando, tudo menos o assunto principal. já até me esqueci o que iria dizer ;x
(fico imaginando quando eu chegar na idade do meu namorado '-')
estou aqui, ouvindo 'fruto sagrado' e lembrando da primeira vez que eu ouvi, há seis anos atrás. lembro-me que copiei uma música e fiquei cantando e repetindo por uma semana. sim, eu sou do tipo que gosta de uma música e penso que só existe aquela música.
é melhor terminar esse texto, porque todo mundo tem preguiça de texto grande, a começar por mim ._.

# levo a vida devagar pra não faltar amor.

página 64.


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é impossível aceitar a situação de que você esteja apaixonado por mim. logo por mim?! como assim?!
sou sua melhor amiga, àquela que sempre te ouviu falar da fulana e que te ajudou a ficar a beltrana, lembra?!
sou a garota que você sempre vê de pijama e cabelos em pé.
você não pode se apaixonar por mim.! você não pode dizer que está apaixonado por mim.!
isso é proibido.!
com quem eu vou conversar?! pra quem eu vou falar dos gatinhos que conheci no ônibus ou na fila do correio?! quem ouvirá meus segredos?!
amigos, somos só amigos.! só não, porque isso é mais do que qualquer romance-mamão-com-mel. amigos são para sempre e sempre.
abra os olhos, me olhe nos olhos, você verá que tudo é só fase.
o fato de você pensar em mim é comum, amigos fazem isso. amigos também sonham um com outro. amigos telefonam de madrugada. amigos mandam sms citando frases bregas.
por favor, lembre-se disso.!
eu preciso de você.

# me atormenta a previsão do nosso destino.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

trilha.


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eu aqui.
você lá.
e nós no meio.

domingo, 15 de agosto de 2010

um par.


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Acho que a melhor fase de qualquer relacionamento é a fase-do-quem-é-você-e-do-que-você-é-feito. É a fase em que a outra pessoa é um mistério ou então um jogo de quebra-cabeça. Aos poucos você vai descobrindo a cor favorita dela, a banda que ela mais escuta e o que ela mais gosta de fazer. Vai vendo os costumes e as manias. Percebe o tipo de roupa e as combinações entre sapato e relógio. Cada conversa traz uma revelação, uma descoberta ou só uma curiosidade. Aos poucos as peças vão se encaixando e o desenho vai sendo revelado. Qualquer assunto é assunto, tudo é válido, falar do preço do dólar ou então do preço da paçoca no ônibus. A real intenção é aproveitar mais um encontro, tirar todo proveito daquele diálogo e encaixar mais uma peça.
E quando tudo estiver encaixado, é hora de procurar por outro quebra-cabeça - ou não. ;)

# e depois que o tempo acabar, vou usar a prorrogação.

condicional.


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Quando eu era criança, ganhei um fusca rosa, pelo qual eu era totalmente apaixonada. Ele era a coisa mais perfeita do mundo, me divertia e me fazia companhia em todos os momentos. Quando eu estava feliz, o fusca era àquele que me levaria para comemorar. Quando eu estava triste, o fusca era àquele que me levaria para longe, um refúgio qualquer. Com o passar dos dias, das semanas, dos meses e anos, o fusca foi deixando de ser tão importante pra mim. Tinha dias que eu não queria saber dele, que não tinha paciência ou vontade de brincar com ele, queria férias. Às vezes, sentia saudade, então ía lá e o pegava. Só que com esse relaxamento, o fusca foi ganhando defeitos, talvez esses defeitos já existiam, mas só depois eu fui percebendo. Notei que a roda traseira estava torta e a porta direita já não fechava muito bem. Com isso a paixão se foi e levou o fusca junto.
O mesmo acontece com as pessoas (...)

# quis nunca te ganhar.